Na contramão da crise sanitária que, segundo o IBGE, obrigou mais de 700.000 empresas a fecharem suas portas somente no primeiro semestre de 2020, as vendas online no Brasil cresceram 47% no mesmo período – maior alta em 20 anos.

Dados da Ebit/Nielsen mostram que a pandemia acelerou a digitalização de pequenos e médios negócios para atender aos novos hábitos dos consumidores. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), 150.000 novas lojas online foram criadas de março a julho no país.

Estima-se que cerca de 7,3 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra online no período, um crescimento de 40%. O tíquete médio passou de R$404,00 no primeiro semestre de 2019 para R$427,00 em julho de 2020. O relatório da Nielsen aponta ainda que 93,4% dos consumidores tem a intenção de voltar a comprar online até o fim desse ano.

O inegável estímulo que o isolamento social teve no comportamento de compra fez o Brasil chegar na marca de 41 milhões de usuários ativos no e-commerce. No entanto, o setor que apresenta potencial crescimento, ainda precisa superar algumas barreiras para seguir na rota da expansão.

Self-storage na logística de entrega

Entre os principais desafios para que o comércio eletrônico do país atinja níveis de gigantes globais como a China, estão a necessidade de investimento em logística. O varejo virtual possui características específicas relacionadas ao processo de gestão do estoque e de planejamento de distribuição que devem ser consideradas.

Se comparado ao comércio tradicional, na internet a jornada do consumidor acontece 24 horas por dia, 7 dias por semana. O caminho entre a compra e a expectativa de recebimento do produto ou do serviço tem que ser o mais rápido possível. Nesse contexto, a utilização de galpões de armazenamento de estoque surge como fôlego aos pequenos e médios empresários e vira vantagem competitiva na corrida pelo menor prazo de entrega.

O self-storage – amplamente utilizados nos Estados Unidos e na Europa desde a década de 60 -, não é novo por aqui. No entanto, diferentemente do que ocorre lá fora, no Brasil esses espaços estão localizados no coração das cidades, em regiões de alta renda e de fácil acesso. Esse fator tem estimulado a procura de empresas para utilizá-los como centro de distribuição de mercadorias.

Outra diferença importante com os antigos guarda-móveis, diz respeito a estrutura de um self-storage. O guarda-móveis possui espaços compartilhados, um galpão onde todos os pertences de diferentes clientes ficam armazenados juntos. No self-storage cada cliente possui o seu próprio boxe com senha de acesso exclusivo.

O self-storage possuem segurança 24 horas com circuito de câmeras para monitoramento interno, alarmes individuais em cada boxe, estacionamento seguro, amplo, coberto e privado para que caminhões de diferentes portes possam acessar, e, ainda, elevadores industriais, com paleteiras e carrinhos disponíveis.

De acordo com a Associação Brasileira de Self Storage (ASBRASS), pela proximidade do cliente final e baixo-custo de armazenagem, esse modelo de negócio tem sido um facilitador logístico para varejistas, dark stores e e-commerces na acirrada briga pela entrega mais rápida ao consumidor.

Black Friday, self-storage e last mile. Qual a relação?

O mercado de e-commerce vem crescendo mais do que qualquer outro e a estimativa da empresa americana AppsFlyer é que esta expansão se reflita na Black Friday 2020. O período de mega promoções no Brasil deve ser o maior de todos os tempos em função do número recorde de downloads de aplicativos durante a pandemia – um crescimento de 100%.

Somente as primeiras horas de vendas da Black Friday de 2019 totalizaram R$ 362,1 milhões, segundo levantamento da Ebit/Nielsen. O número foi 69% superior ao mesmo período de 2018. A expectativa de crescimento do faturamento no evento deste ano é de 20% segundo a AppsFlyer.

O aumento no número de empresas com vendas online na edição 2020 da Black Friday e a alta demanda da data exigirá capacidade extra do varejista de organizar o estoque, manter o fluxo de caixa, otimizar a logística de entrega e garantir a satisfação do consumidor.

É aí onde cuidar ainda mais do last mile – ou última milha -, com apoio self-storage faz diferença. Em datas de alto volume de vendas como a Black Friday, as empresas poder reservar boxes maiores por um curto período para armazenamento do seu estoque.

O last mile é a etapa final de entrega para o consumidor na sua jornada de compra. A última milha diz respeito ao processo relacionado à distribuição e transporte de produtos desde a saída do centro de distribuição até chegar ao comprador. Logo, agilizar este processo torna-se mais fácil quando os galpões de armazenagem estão há poucos quilômetros do consumidor.

Outra característica importante para a gestão do estoque da empresa é a possibilidade de aumentar ou diminuir o tamanho do boxe de um mês para o outro sem burocracia. Datas como o Natal e a Black Friday que possuem maior volume de vendas, são seguidas de meses com menos demanda – o que não justifica o aluguel de um grande espaço.

A utilização flexível e customizada do boxe e sem a necessidade de agendamento antecipado para visitação (respeitando os horários de abertura pré-estabelecidos), otimiza o investimento no centro de distribuição. O contrato é mensal, inclui energia, água e segurança, não tem custos adicionais e possui valor de locação inferior a outros imóveis que exigem.

Se considerarmos a dificuldade de uma empresa se destacar num cenário competitivo, sem dúvida, a proximidade entre produto e consumidor que o self-storage fornece fará toda a diferença para a experiência positiva do cliente, impactando diretamente no processo de recompra e aumento das vendas.

 

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